Vacinas Oncológicas: Testes Clínicos no Brasil em Vista

Vacinas oncológicas estão avançando rapidamente e testes podem ser realizados no Brasil com apoio da Universidade de Oxford. Pesquisadores de Oxford participaram de um workshop no A.C. Camargo Câncer Center para discutir parcerias em imunoterapia, IA e ensaios clínicos. Entre os candidatos, estavam LungVax (câncer de pulmão), vacina contra EBV (ligado a linfomas) e para síndrome de Lynch já em fases avançadas.

Portanto, neste artigo, vamos ver como funcionam os mecanismos de vacinas neo antígeno, entre outros temas pertinentes para o assunto. Confira.

Mecanismos de Vacinas Neoantígeno-Específicas

Vacinas neo antígeno-específicas utilizam mutações somáticas tumorais para gerar peptídeos exclusivos, não tolerados pelo sistema imune, ativando linfócitos T CD8+ e CD4+ contra células malignas. 

Plataformas mRNA, adaptadas da COVID-19, codificam sequências neo antigênicas selecionadas por bioinformática. Dessa forma, é promovida a apresentação via MHC-I e indução de respostas citotóxicas tumor-específicas.

Personalização da Vacina Neo antígeno 

Sua personalização envolve sequenciamento genômico do tumor para predizer epítopos imunogênicos. Com isso, são superadas evasões imunológicas por baixa mutação tumoral ou supressão microenvironmental. 

Entre os desafios estão inclusos: imunogenicidade variável (<50% em fases iniciais) e necessidade de adjuvantes para amplificar Th1-polarização e memória imunológica.

Desafios Imunogênicos nas Vacinas Oncológicas

Vacinas oncológicas enfrentam baixa imunogenicidade inicial, com respostas imunes efetivas em menos de 50% dos casos, devido à potência limitada de neo antígenos selecionados. Neo Antígenos fracos falham em ativar linfócitos T CD8+ de forma robusta, enquanto similaridade com autoantígenos sadios pode induzir autoimunidade ou anergia imunológica.

Já no caso do microambiente tumoral supressor (TAMs, MDSCs, checkpoints PD-1/PD-L1), ocorre inibição da expansão clonal de células T específicas. Assim, agravando heterogeneidade tumoral e escape antigênico. 

Estratégias combinatórias com inibidores de checkpoint e adjuvantes Th1 (TLR-agonistas) visam superar a resistência. Porém, a validação de neo antígenos permanece em 1-3%, demandando avanços em bioinformática.

O Futuro das Vacinas Oncológicas no Brasil

Parcerias Brasil-Oxford, via A.C. Camargo Cancer Center, posicionam o país como hub para ensaios clínicos Fase I/II de vacinas como LungVax e EBV, aproveitando biobancos nacionais para tumores endêmicos como linfoma de Burkitt.

Biobancos brasileiros e expertise em imunoterapia aceleram recrutamento multicêntrico, com IA otimizando predição de neo antígenos locais; eficácia em humanos pode redefinir protocolos oncológicos entre 3 e 5 anos.

Por fim, as vacinas oncológicas neo antígeno-específicas representam um paradigma transformador na imunoterapia, com Oxford e parceiros brasileiros pavimentando testes clínicos iminentes.

Compartilhe com outros profissionais da saúde esse conteúdo tão promissor no setor oncológico. 

 

Referência: